Igreja Nossa Senhora de Fátima

Situada no lugar da Bela Vista, no Alto da Serra, constituí um importante espaço de culto, encontro e participação comunitária.

A sua história remonta a 1983, quando surgiu o projeto para a criação de um local de culto na Bela Vista. Numa primeira fase, as celebrações religiosas e as atividades de catequese decorreram em instalações provisórias, cedidas gratuitamente à comunidade, onde também se realizavam novenas.

Em 15 de julho de 1984, com autorização de D. José Pedreira, então Bispo Auxiliar do Porto, foi celebrada nesse espaço a primeira Eucaristia, presidida pelo então pároco, Padre Mário Neves.

A concretização de um templo próprio mobilizou fortemente a comunidade local. Para angariar os recursos necessários à obra foram promovidos peditórios, leilões, sorteios, cortejos, peregrinações, excursões, janeiras, convívios e cotizações mensais. Este envolvimento constitui um dos aspetos mais relevantes da história da igreja, testemunhando a capacidade de organização e entreajuda da população da Bela Vista.

Em 14 de julho de 1989, foi celebrada a escritura pública de aquisição do terreno destinado à construção do templo.

A construção desenvolveu-se de forma faseada e apresenta uma organização funcional em dois níveis. O piso inferior corresponde à cripta, enquanto o piso superior acolhe o principal espaço destinado ao culto. Esta configuração resultou do desenvolvimento progressivo da obra, permitindo que diferentes espaços fossem sendo colocados ao serviço da comunidade à medida que a construção avançava.

Em abril de 1990 ficou concluída a primeira placa do piso inferior, correspondente à cripta, inaugurada em maio de 1992, numa cerimónia que contou com a presença de D. José Pedreira, do então pároco, Padre António Luís Teixeira Mendes.

A 9 de julho de 1995 foi inaugurada a segunda parte da obra, correspondente ao espaço de culto situado no piso superior, concluindo-se assim uma das principais etapas do projeto iniciado mais de uma década antes.

Arquitetonicamente, o edifício apresenta uma conceção contemporânea e essencialmente funcional, organizada de acordo com as necessidades religiosas e comunitárias da população. A distribuição dos espaços por diferentes níveis permite articular a função litúrgica com outras atividades de carácter pastoral e comunitário. A própria evolução do conjunto demonstra uma conceção do equipamento religioso que ultrapassa a sua função estritamente celebrativa, integrando espaços destinados à catequese, ao encontro e à vida da comunidade.

Esta dimensão comunitária foi reforçada posteriormente com a construção das instalações destinadas ao Centro Social, inauguradas em 25 de novembro de 2001, ampliando as funções sociais associadas ao conjunto.

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